Bora, tumá uma? Ukrania – R101 (British Strong Ale)

btu-08-04

Já disse e repito: ter amigo cervejeiro (e que manja dos paranauês) é outra coisa.

Dia desses recebi uma notícia feliz e triste ao mesmo tempo, é que meu amigo Thiago – dono e mestre cervejeiro da Cervejaria Ukrania tava de malas prontas, se mandando pro sul do país.

A felicidade da notícia estava no fato de saber que ele tá seguindo o amor e vai para um lugar massa, dar seguimento ao sonho de continuar mexendo com cervejas e comidas, que ele sempre gostou de fazer.

A tristeza veio obviamente do fato de que, com a mudança, vai ficar mais complicado de sentarmos juntos para papear sobre malte, lúpulo, amargor (ele me ensinando) e suas harmonizações (eu aprendendo), mas o desejo é único, que ele tenha todo o sucesso do mundo.

Antes de ir, ele ainda fez um kit de recordação pra mim, com cervejas, bolachas e uma camisa show de bola. Como prometi a ele, estou postando hoje a minha impressão sobre essa Ukrania R101, uma British Strong Ale com gengibre que me supreendeu.

Pra embalar o papo, dá uma ouvida nessa canção aí e diz se você já tinha ouvido nessa versão: One – Johnny Cash

Antes que eu comece a chorar de tanta emoção, vamos falar de cerveja que é o que vocês realmente estão esperando.

Essa R101 é uma British Strong Ale (alguns chamarão de English Strong Ale), possui um corpo intenso, uma coloração mais turva e bastante acobreada, espuma de tom bege bem interessante.

Como característica das cervejas com lúpulos ingleses, os aromas são mais tostados e caramelizados, assim como o paladar que me remeteu a uma pitada de fumaça. O gengibre foi uma jogada de mestre e deu uma bela refrescada na mistura.

Teor alcoólico mais intenso, porém sem apelar para o dulçor excessivo. Amargor acentuado na medida. Não vi anotações sobre o IBU, mas estimo algo por volta dos 40.

Em resumo, uma belíssima cerveja da qual eu tomaria galões.

A hamonização foi com um sanduba de costela bovina na pressão. Rapaz, modéstia à parte, tava desmanchando e deliciosamente suculenta. A gordura da carne deu o corte perfeito no amargor da cerveja e vice-versa. Prometo que, logo, logo, posto a receita.

É isso, espero que tenham gostado.

Um brinde, e até a próxima!

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